Resolvi escrever aqui sobre este assunto pois vi um comentário numa notícia que me comoveu.
Falava-se a determinada altura nesta notícia se seria ou não “boa prática” fazer uso de software pirata.
Um cidadão anónimo contou, a determinada altura, um pouco da sua história de vida de forma a fazer entender outro sobre a razão de concordar, em determinadas situações, com uso de Software Pirata.
Dizia ele: “Sim, a pirataria é um crime, mas na minha opinião só o é para quem a usa de forma selvagem para obter lucros e não para aqueles que a usam porque não têm alternativa.”
Depois abordou um pouco a sua história pessoal: “Se como eu tivesse de ter trabalhado um verão nas obras, ainda menor de idade, para comprar o seu primeiro computador e tivesse de recorrer a software pirata para poder aprender o mesmo que os outros e não ficar info excluído, não teria posições tão extremas relativamente à pirataria. Tive de recorrer a muito software pirata durante a minha formação, porque pura e simplesmente não me passava pela cabeça passar fome para poder aprender a trabalhar com um programa de desenho 3D ou um compilador, ou um mero Office que eram incontornáveis na minha formação.”
Deixou uma ideia de como é hoje a sua vida, depois do uso do Software Pirata e o que o uso deste permitiu alcançar: “Hoje tenho o windows XP, o Vista e o 7 originais, o Office e por ai fora, comprei um compilador original mas baratinho para poder começar a fazer os meus próprios projectos, nunca utilizei programas de partilha de ficheiros para simplesmente "sacar" musicas e filmes piratas, etc e não me passa pela cabeça abrir uma empresa sem usar software original. Mas se usei software pirata? SIM, porque não tive escolha. Agora sou engenheiro e programador de sistemas de automação e gosto muito de receber pelo meu trabalho, mas sei reconhecer que os preços que se praticam no software são um verdadeiro roubo.”
E ao terminar o comentário disse: “Se as grandes empresas de software tivessem apenas alguns euros de lucro por cada cópia vendida, não me digam que não conseguiam suportar os custos de desenvolvimento e ainda ter lucro.... Se cobrassem apenas mais um euro que o custo de produção e distribuição dos CD's/DVD's (que são baixíssimos) e vendessem um milhão de cópias (venderiam sempre muito mais do que vendem agora, porque piratear deixaria de compensar), estão a ver os lucros que não teriam mesmo assim. É claro que para programas profissionais com baixas tiragens esta regra já não se aplica, mas para a música e para os jogos é igual.”
E, basicamente, o pensamento deste cidadão anónimo é o meu pensamento em relação à pirataria.